26.2.08

Energia renovável

A energia é cada vez mais uma preocupação das economias mundiais. O preço cada vez mais elevado dos combustíveis fósseis, e as emissões poluentes por eles provocadas, levam os governos a apostar nas energias limpas. A energia eólica, é uma forma rentável a médio prazo e não poluente, o que leva as grandes energéticas mundiais a investirem nesta nova forma de energia.
Em Portugal, a maior energética, a EDP, já é o 4ºplayer a nível mundial de energia eólica, indicando assim que o nosso país é dos que mais aposta neste tipo de energia.
É uma indicação muito boa para a economia portuguesa, visto que a questão energética vai ser uma das grandes preocupações do século XXI, principalmente as formas de obter energia de uma forma não poluente.
A possibilidade criada pelo mercado ibérico da energia, de vender energia além fronteiras, possibilita a concorrência, levando assim as energéticas a procurarem cada vez mais formas de energia baratas, o que no médio prazo serão as energias renováveis.
A EDP é neste momento uma das empresas portuguesas com maior perspectiva de crescimento, e devido à sua aposta em tecnologia de ponta, tem condições para crescer a nível mundial.

16.5.07

Crescimento económico

Portugal registou no primeiro trimestre de 2007, uma taxa de crescimento do PIB superior à média da zona euro, convergindo, finalmente, após longos anos com a Europa.

Todavia, há que analisar os componentes do PIB que levaram a esse crescimento. É de realçar, sobretudo, o aumento das exportações, o qual deixa a economia portuguesa volátil à conjuntura europeia, visto que, no caso de uma crise generalizada na Europa, principais importadores dos produtos portugueses, a economia portuguesa entra novamente em recessão.

Terá que existir um plano consistente que permita a Portugal superar as adversidades, mantendo-se independente da conjuntura europeia. Portugal, terá que apostar, também, nas outras componentes do PIB, como são o consumo, os gastos públicos, o investimento e as importações.

O investimento, é uma das principais componentes do PIB, sendo assim necessário uma atenção especial por parte do governo, não só no investimento realizado através do orçamento de estado, ou seja o investimento público, como também na promoção do investimento privado, o qual dará uma vitalidade à economia através do retorno realizado. Esta componente do PIB não sofre grandes alterações com os ciclos económicos, sendo, assim, de grande dinâmica nas taxas de crescimento do PIB.

A política orçamental terá que ser concertada através de todas as suas componentes, de forma a obter o melhor resultado para o crescimento da economia portuguesa.

19.4.07

Crise Estrutural

Numa época em que muito se fala de crise, é importante compreender de onde é que esta provém.

A situação que se vive actualmente, não é mais uma crise cíclica provocada pelo abrandamento da economia europeia, da qual Portugal está demasiado dependente, esta é uma crise estrutural.

Existem inúmeros aspectos enraizados na sociedade portuguesa que provocam uma consciência colectiva de inferioridade, os quais têm de ser rapidamente superados.
O baixo nível educacional da população portuguesa, provoca um baixo patamar de produtividade da economia, a qual não é contrabalançada com níveis tecnológicos elevados, visto que o tecido empresarial aposta pouco na investigação e desenvolvimento de novos produtos e novas marcas. Este aspecto é fundamental para aumentar a competitividade da economia, tendo por isso que agir de forma coordenada os vários agentes intervenientes, já que terá que ser proporcionado pelo estado português uma melhor qualidade de ensino, e uma maior quantidade de indivíduos que o usufruem, independentemente da sua facha etária, e por parte das empresas uma maior aposta na inovação, tanto de processos como de produtos.
O estado criou, até aos últimos anos, uma expectativa de emprego na função pública errado, um emprego vitalício, que em nada contribui para o empreendedorismo. A população portuguesa, tem uma mentalidade de facilitismo, e não procura a sua própria melhoria da qualidade de vida, não procura criar o seu próprio negócio, a sua sustentação, ficando implícito o medo de arriscar.
A sociedade civil tem de assumir as suas próprias responsabilidades sociais e económicas, e não imputá-las na sua totalidade ao governo. Numa economia desenvolvida, o estado tem apenas o papel de controlo da actividade económica e social, e não de principal dinamizador da economia.
A criação de emprego terá que partir da sociedade civil. É óbvio que o estado terá que ter uma estratégia de promoção da actividade económica muito consistente, através de realização de importantes investimentos para a economia, mas apenas como promotor, não lhe cabendo o papel de grande empregador nacional.
O sistema fiscal é outro dos grandes problemas de Portugal, visto que não existe uma consciência colectiva de necessidade de cumprimento. Caso toda a sociedade cumprisse os seus deveres, o estado poderia baixar os patamares fiscais, e as empresas beneficiariam de uma maior competitividade. No entanto, quando apenas algumas empresas cumprem com as suas obrigações, é complicado que a máquina fiscal funcione adequadamente.

É necessário que a população portuguesa perceba que a maior parte dos seus problemas é por culpa própria de cada indivíduo, devido à sua acção na sociedade. Não se deve, assim, culpar o estado na totalidade, pois ambos os agentes têm culpas repartidas na situação que a economia portuguesa atravessa.

Cada indivíduo antes de criticar o trabalho dos outros, deve primeiro pensar na sua própria responsabilidade dentro de uma sociedade colectiva.

21.3.07

PIB

Economia portuguesa encerra 2006 com défice nos 3,9% do PIB, valor final fica 0,7 pontos abaixo das previsões iniciais de Teixeira dos Santos.

"Este resultado dá uma aparente folga do ponto de vista estatistico. Mas do ponto de vista das reformas, a urgência é sempre a mesma."
Tavares Moreira, in Jornal de Negócios

13.3.07

"O Estado Fiscal multiplica leis, inspectores, inspecções e listas. Planos votados ao fracasso enquanto não se entender que a verdadeira crise é moral e cultural."
José Manuel Moreira, in Diário Económico